Não tem preço

Prezados,

o que não tem preço para vocês?

Pra mim, algumas coisas sempre foram assim: aquele colchão novo “que dá certo” desde a primeira deitada; travesseiro idem; cervejas com amigos; vitórias do Palestra em cima do Curíntia em final de campeonato, entre outras.

Há novos entrantes nessa lista e estão vindo com força total (e, praticamente, sempre tendo a ver com comida): cerveja de verdade (água, malte e lúpulo fermentados); sorvete de laranja feito de laranja, sem gosto de suco em pó; facas afiadas; fogão com fogo MUITO baixo e MUITO alto (e todo o entremeio); panelas “não-anti-aderentes”.

Nos dois últimos casos, dá uma diferença brutal no resultado da sua comida, seja ela qual for.

Sofri com isso na última tentativa. Fiz uma peça de quase 3 kg de paleta bovina braseada (conforme mostram as fotos abaixo). Já que o fogo não era ultra forte, selar a peça foi difícil e um tanto quanto demorado. Já que o fogo não conseguia ficar ultra baixo também, a carne acabou cozinhando um pouco rápido demais, ficando com a temperatura correta (no centro, entre 60ºC e 65ºC), porém com aparência um pouco seca.

O molho ficou delicioso.

Pra ter nexo, vamos às fotos. Clique para ampliar…

1. 

Paleta “caterpillar”: Como a peça é meio achatada e muito grande, resolvi amarrar pra ficar mais arredondada.

2. 

Marinada: vinho seco, alho, cebola, louro, manjericão, pimenta biquinho, raspas de casca de laranja bahia, pimenta-do-reino, sal, shoyu, pimenta síria e óleo de gergelim. Ufa…

3. 

Carnão mergulhado.

 4. 

Depois de 10 horas…

5. 

Selando o carnão. Muita carne pra pouca panela. Fui deglaceando com vinho. No final, usei a marinada pra isso.

6. 

Selada e pronta pra brasear (finalmente).

7. 

Deglaceando a panela antes de mandar a carne de volta.

8. 

Cebola, alho e tomate pra dar um gás no molho. Coloquei também uma cebola brûleé.

9. 

O início das quase 3 horas de fogo.

10. 

Dentro. A foto não mostra a real. Estava rosada ainda, mas nem tão úmida. Tô falando que esse fogo me quebra…

11. 

Secou? Põe um molhinho… Temperei a carne pra valer no final do cozimento. Não carreguei tanto nela, mas o molho corrigiu 100%. Molho coado e engrossado. Napé.

12. 

Peão gourmet 4. “Caterpillar” com o molho (que ficou sensacional) e arroz amarelo (sim, talvez seja uma mania de [re]colorir tudo). Arroz com cúrcuma e cebola piqué.

13. 

É… então… o pãozinho tava acabando de passar… hahah… Que bom!

AH!!! Tudo foi regado à cerveja Eisenbahn!!!!!!!!!!!!!!!!

Abraço,

Zé Rubens

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5 respostas para Não tem preço

  1. Babi disse:

    Ah, Zé, agora entendi o motivo dos meus pratos não ficarem a la chef… fogão sem fogo super alto ou super baixo, panelas inadequadas e falta de cervejas artesanais. hehehe
    Sucesso, chef!

  2. Pâm disse:

    De fato, molho SENSACIONAL! Parabéns ;-)

  3. augustosakai disse:

    Está caprichando na cozinha hein!
    Temos que marcar um dia pra eu fotografar suas receitas e poder experimentar também!

    Abs

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