Sal e açúcar

Antes de começar, quero deixar uma coisa clara:

sou adepto da prática milenar e cíclica de comer um salgado pra “cortar” o doce do paladar e de comer um doce para “cortar” o salgado. Mas uma coisa é consumir e outra produzir.

Dito isto…

A gastronomia imita a vida e seus momentos. Durante um dia ou por períodos mais longos podemos ter fases salgadas e/ou açucaradas.

Essas fases aconteceram em alternância constante e perturbadora durante o módulo de Habilidades Básicas em Confeitaria. Mas tudo deu certo, acho…

Como escrevi no último post, os doces e eu não somos muito amigos. Nada pessoal, mas nunca fui de formigar por aí. Meu estômago da sobremesa, como diz a Pâm, não tem alta capacidade – e quase sempre eu o preencho com salgados também. Fazer uma guloseima doce com minhas próprias mãos e partindo do zero, então, nem pensar. Nunca havia feito. Ainda assim, não nego que sei apreciar quitutes em festas, padarias e casas de avós alheias.

Já o sal, sempre me acompanhou de perto, realçando os sabores de tudo, até de doces (leia algumas receitas de sobremesas, por exemplo, e comprove o que digo). Além disso, sinto-me mais livre e capaz de criar, improvisar e alterar a receita de um prato salgado (como mostrarei em post num futuro próximo. Só falta um detalhe).

Isso fez com que entrasse nas aulas de modo receoso e, ao mesmo tempo, com cuidado e muito respeito. Descobri o quão necessário é ser 1000% mais paciente (não que eu já possua alguma paciência) e que conversar com a comida, calmamente de preferência, pode dar certo – coisa que nem sempre fiz.

Levar esses princípios para a cozinha salgada vai ajudar muito, sem dúvidas.

Pensando em forma de aprendizado, achei tudo muito corrido. O Senac pode repensar um pouco em como dividir a grade curricular e, principalmente, parar de dar aos alunos quase dois meses de férias e depois dizer que o semestre é apertado e que é por isso que temos que ter aulas de sábado, sabe-se lá até que horas…

De qualquer forma, mesmo não tendo  aceitado meu desafio de fazer cupcakes de bacon, deixo meu sincero obrigado para a chef Marcella Lage pela base que me será muito útil (na verdade, já vem sendo). Dificilmente me esquecerei de como fazer uma massa de torta utilizando o método seco, a diferença entre merengues, como nunca errar o processo liaison etc.

E, claro, obrigado por liberar minha dupla e nos ajudar a entender o que seria necessário para fazer um creme brulê de cerveja  stout! Ficou bem bom e diferente.

Agora, as fotos. Boas e ruins, acertos e erros como se pode esperar de uma turma de alunos com habilidades variadas. Qualquer dúvida sobre o que está nelas, pergunte-me.

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Abraço,

Zé Rubens

P.S.: desculpe a demora de atualização

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7 respostas para Sal e açúcar

  1. jlimasoaresliana disse:

    Já sei onde vou me embaleiar em SP!!

    bjos

    Juliana.

  2. Dandan Sama disse:

    Nossinhora eu cairia de boca nessas mesas…
    O da Coca-Cola é quase uma escultura pós-moderna.

  3. Paula Floresta disse:

    Legalzinho? LEGALZINHO? Oh no!

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