O Resultado

Dia da apresentação.

A correria só acontece nos últimos vinte minutos. Não tem jeito.

Tivemos das 18 h às 21 h 40 para testar tudo e não ter erro.

Algumas coisas que foram feitas no dia anterior, como o pesto de coentro, castanha-do-brasil e queijo coalho, deveriam ter sido feitas no dia da apresentação, para ficar mais fresco do que estava.

Entrada. Os bolinhos da entrada ficaram ok. O de camarão, que era para ser de aviú, ficou muito bom (camarão, né? Não tem erro…). Era para ser porque o Senac não achou o aviú para comprar para o dia da apresentação. Esse bolinho foi do Norte para o Nordeste, mas ok. O de ervas ficou um pouco sem graça. Parecia de salsinha, só. O queijo dentro dele não derreteu direito. O de pirarucu tinha muita mandioca. Juntando tudo com o molho floresta ficava bem melhor. Sensacional! No geral, foi um prato ok, mas necessita alguns ajustes. Faltou sabor, cada bolinha poderia ser um pouco menor.

Prato principal 1. O espaguete de pupunha com o pesto ficou delicado. Me surpreendi com o sabor. Achei que sumiria no meio do molho, mas deu certo.

O pato no tucupi, depois de 14 h de cocção à vácuo em baixa temperatura, ficou com um sabor fantástico. Um pouco sem sal, mas o caldo que fizemos com o líquido da cocção equilibrou isso. Não gostei da textura. Acho que deveria ter cozinhado menos tempo para manter mais umidade dentro, mas ninguém estaria no Senac às 4 da manhã para controlar isso. O sabor do tucupi ficou equilibrado. Foi elogiado por quem julgou, então… Só faltou mais molho no pato já no prato.

Prato principal 2. O purê de abóbora deu certo. Pra quem perguntou se não ficaria muito aguado, não ficou porque a abóbora foi assada por uma hora antes e, logo, desidratada. Pra quem perguntou se não ficaria muito dura de um dia para o outro, não ficou porque não era abóbora japonesa (kabocha), era abóbora de pescoço (poliana). Não sei explicar tecnicamente, mas acho que é por causa da quantidade e qualidade do carboidrato de cada uma. Se ficasse dura, era só aquecer de novo, como, de qualquer forma, tive que fazer. Ficou doce, com o melhor do sabor da cachaça (sem amargor de álcool) e com um toque de queijo meia-cura para corrigir a textura e dar algum sabor.

O rib de tambaqui ficou bem legal. Fica pronto em oito minutos na salamandra. Mais uma vez colocamos pouco molho na apresentação. Paciência. Ficou bem temperado e o molho (tarê de caju) combinou bem.

Cebola pérola, vagem e cenoura que acompanharam esse segundo prato ficaram bem bacanas. Cebola caramelizada e outros legumes al dente.

O sorvete de tapioca e leite de coco, que “deveria” ter sido feito ontem, foi finalizado hoje. Ainda bem! Não ficou com nenhum grumo de tapioca e ficou sensacional!!! A cesta de banana da terra frita ficou muito boa e crocante. Melaço em cima e pronto! A Marcella Lages (professora de confeitaria) só faltou abraçar o grupo pelo sabor e principalmente pela apresentação “bichona”, já que no grupo não tem nenhuma mulher.

a derrota

Claro que tem que ter algo para ativar a vergonha e ficar lembrado. Talvez pro resto da vida.

Quando apresentamos o tambaqui, a mesma Marcella, que minutos depois elogiaria nossa sobremesa, levantou o prato informando que havia um cabelo no peixe.

Todos imóveis imaginando como isso tinha acontecido. Todo mundo de chapéu, sem barba, cabelo aparado etc etc etc. A pausa foi relativamente longa. Ninguém fez nada. Fiquei muito nervoso. Estiquei o braço. Dedos em forma de pinça (OH NO!). Aproximando a mão do prato. Do peixe. Quase encostando…

“NÃO, ZÉ! TIRA O PRATO!!!”

Encostei…

Assustei. Tirei o prato. Morri de vergonha. Levei o prato para a cozinha.

Cabeças baixas de decepção.

O cardápio foi bastante elogiado. O orientador, Márcio Seiji, disse que não esperava nem a apresentação da parte teórica nem aquela qualidade da apresentação prática tendo em vista a porcaria de trabalho escrito e enrolado que entregamos (disse em outras palavras). Ok, foi enrolado de fazer, mas não tava tããããããããão ruim…

Mas menos mal. Foi bacana.

Só falta entender a nota final, agora. Outra história.

Abraço,

Zé Rubens

P.S.: Não deu para tirar fotos. Foi tudo muito rápido. Vou tentar fazer um desenho…

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