Talvez seja o fim…

Fim da ABAGA (Associação Brasileira da Alta Gastronomia).

Eu vou tentar explicar.

Hoje, no Dalva e Dito, nos foi solicitado que descêssemos ao salão de eventos. O chef Alex Atala iria fazer uma pequena reunião. Ninguém sabia do que se tratava. Quando chegamos lá estavam ele, João Leme, José Barattino, Helena Rizzo, Bel Coelho, Erick Jacquin entre outros chefs renomados, além de representantes da coordenação de instituições de ensino de gastronomia, de empresas como Nespresso e Bunge, e de outros setores que antes a ABAGA não abrangia, por exemplo, banqueteiros.

O intuito da reunião era informar que a associação será “encerrada” e será criada uma outra com foco na profissão e no profissional da cozinha.

Uma das justificativas (a principal) foi que o termo “Alta Gastronomia” não diz respeito à realidade e à necessidade do grupo e que o foco deve ser a pessoa e que essa é quem vai levar a gastronomia, em seus vários aspectos, a outro nível, dentro e fora do país. O nível que todos nós da área esperamos chegar e ultrapassar.

Além disso, a ideia é que todos os cozinheiros, de estudantes a chefs, tenham acesso a essa associação e possam participar de maneira ativa, sempre buscando seu crescimento.

Passadas as explicações e alguns comentários pertinentes, a reunião entrou num looping pouco produtivo e perdeu seu foco. Aparentemente, na verdade, esse foco era restrito. Foi mais um anúncio para início das discussões.

Confesso que acho que não conhecia/conheço a ABAGA. Achei interessante a ideia da nova. Ideias são sempre bem-vindas. Pensando nisso, deixo uma observação.

Até o momento que presenciei a reunião, os objetivos reais da nova associação não haviam sido definidos. Sugiro três pontos para início:

1) valorização do cozinheiro brasileiro dentro e fora do país. Desde o reconhecimento da profissão “cozinheiro” (acredite, não é) até o incentivo à capacitação e reciclagem do mesmo para representar de maneira correta e digna nossas culinárias onde quer que seja;

2) promover a gastronomia brasileira ao patamar que ela merece, entrelaçando-a com o turismo de maneira inteligente;

3) pesquisar e registrar essa gastronomia e suas peculiaridades, do ingrediente à técnica.

Não sei se consegui ser claro a essa hora e com o sono que tenho, porém, abro caminho para discussão logo abaixo, seja para me explicar melhor e aprimorar o assunto ou para saber o que pensam sobre isso.

Abraço,

Zé Rubens

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2 respostas para Talvez seja o fim…

  1. Concordo com vc, já passou da hora de reconhecer os cozinheiros e valorizar esta profissão. O que seria dos restaurantes sem este profissional?

    • chef no forno disse:

      Nem acho que o maior problema seja com os restaurantes, mas e’ um, claro. O grande lance e’ valorizar o profissional para valorizar e destacar cada vez mais a gastronomia. Somos apenas uma ferramenta.

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