E na Virada Gastronômica…

Organização é a alma do negócio. Que tal aprender com as festas italianas da cidade que recebem muito mais gente e acontecem sem maiores problemas?

Claro, uma coisa é falar, outra fazer e ter condições pra isso. Como não sei o que aconteceu de fato, o que foi oferecido e o que foi cumprido, não culpo a organização 100%.

Agora, ter que ler que frases absurdas como “Alta gastronomia é coisa para poucas pessoas. Não era para ser uma atração e virou uma grande atração. A imprensa deu uma superdimensão de evento de massa para um evento que não é de massa. Não dá para repetir essa incompatibilidade no ano que vem, teremos de rever”. Isso quem disse, segundo matéria da Folha, foi o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil. O fim da picada.

Secretário, qual é o propósito da Virada Cultural, então? Se não é (ou não pode ser) pro povão, por que colocar esse evento dentro da Virada?

Mais uma: segundo o diretor de programação da Virada “a atenção que isso despertou foi muito maior do que a gente pensava(…)”. Ah, é?

Mais ou menos um mês atrás houve um evento no bairro Higienópolis que juntou barracas de restaurantes de alta/boa gastronomia numa espécie de “feira de comilança”. Muito parecido com o que foi o programado para a Virada, certo? Muito menor e, vamos dizer assim, não foi um sucesso de organização. Muitas reclamações de quem tentou entrar, de quem realizou culpando o excesso de divulgação (?), muito mais gente do que esperavam, enfim. Acho que dizer que não esperar que na Virada Gastronômica fosse aparecer tanta gente é ser muito (ou se fazer de) ingênuo.

Erick Jacquin ficou à frente da sua barraca que serviu sopa de cebola, sanduíches de foie gras e suco. Vendeu SÓ 1.750 porções. Sucesso!

O restante do evento foi mais tranquilo, mas também não teve comida suficiente, segundo pessoas com as quais conversei sobre. Bem ou mal vendeu tudo, logo, deu tudo certo.

Eu apoio totalmente a ideia da Virada Gastronômica. É função dos cozinheiros/chefs/donos de restaurantes (ou como você queira chamá-los) mostrar sabores novos e, de certa forma, educar o paladar das pessoas. Eventos assim, acho eu, dão às pessoas acesso a essas novas experiências ou a um repeteco para quem já as teve.

Pra quem tá com fome, bora fazer algumas das comidas da Virada que saíram no blog do Arnaldo Lorençato.

Abraço,

Zé Rubens

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2 respostas para E na Virada Gastronômica…

  1. Lamentável essa opinião do secretário. Com tamanha repercussão, achei que o pensamento seria totalmente oposto, no sentido de se trabalhar pra ano que vem poder repetir a Virada Gastronômica de maneira que possa atender mais pessoas e ter ainda mais sucesso. A Virada Cultural é ótima, mas até ano passado só tinha Pastel de Feira (daquele concurso dos melhores), então veio a ideia da Virada Gastronômica e tiraram o Pastel, pq não manter os 2? Vou dizer que nos anos anteriores, mesmo quem quisesse comer, estava tudo fechado, sobravam apenas as barracas de pastel, imagina então com comidas de chefes renomados? Vão as pessoas curiosas, os apreciadores da gastronomia e aqueles que estão com fome mesmo, que talvez comessem em outro lugar se tivesse aonde. E vamos combinar né? Esse ano, com Virada Gastronômica, falar que “não esperavam tanta gente” num evento em que se esperava 4 milhões de pessoas? Ah tá, então acredito na Branca de Neve e Sete Anões tb….

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